Comprar mulheres russas

Recomendação de carros - até R$50k!

2019.09.10 19:43 MaesterReddietor Recomendação de carros - até R$50k!

Pessoal, moro em SP, e já faz muitos anos que não tenho carro. Depois que vendi o meu só andei de táxi/uber. Isso me atendia muito bem, porém como a família vai crescer (primeiro filho :) estou atrás de alguma coisa para nós.
Agradeço quem puder me ajudar! Seguem os parâmetros que busco (e aceito sugestões caso tenham outras ideias):
1) Quero comprar o carro entre outubro e dezembro (ele tem que estar comigo no máximo até janeiro/fevereiro, pra ter como levar a mulher na hora do parto!).
2) Não manjo nada de mecânica, por isso li que seria mais recomendado um carro entre 0-40.000KM, o menos velho possível (provavelmente a partir de 2017/2018).
3) Gostaria de um carro com pelo menos ar, vidros elétricos, rádio(quem sabe uma central multimídia?), compatível com as cadeirinhas de bebê e alarme.
4) Preferencialmente sedan, porém pode ser um hatch desde que caiba o carrinho do bebê e mais uma mala.
5) Não ligo para aparência, nem velocidade. Prezo mais por, em ordem de importância, durabilidade, conforto, economia e espaço.
6) O perfil de uso do carro é mais para a família mesmo, não precisamos dele para trabalhar, e viagens nesse primeiro momento imagino que seriam bem raras.
7) Gostaria de gastar no máximo R$25k de entrada + R$25k financiado. Porém, posso dar uma entrada maior, mas só se valer muito a pena, de até uns R$30-35k, mas não quero passar muito do valor máximo do carro de R$50k.
8) Pretendo ficar com o carro por 2 anos no máximo, depois vou vender e não vou comprar outro no lugar (vou me mudar). Então seria legal alguma coisa que não desvalorizasse que nem a queda de uma montanha russa.
9) Minha esposa prefere um carro de câmbio automático, até acho que seria legal, mas não tenho certeza se os modelos disponíveis encaixam na minha faixa de grana/outras necessidades.
Por enquanto o que pesquisei foram basicamente: - Polo hatch, Ka Sedan, Ka+, Etios Sedan, Etios, Logan, HB20S, Versa, Onix, Prisma, 208;
O que acham dessa lista? Tem opiniões sobre eles, versões/anos a evitar, etc? Tem algum outro que eu possa ir atrás que também valha a pena?
ps: eu sei, são muitas exigências para o mercado atual, mas aceito críticas, e outras sugestões!
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2016.06.18 13:51 ShaunaDorothy Os operários não têm lado no impeachment do Brasil

https://archive.is/GoVaH
A frente popular do PT pavimentou o caminho para a reação da direita
Os operários não têm lado no impeachment do Brasil
Romper com o PT! Por um partido operário revolucionário!
Com um escândalo de corrupção sacudindo o país, a câmara baixa do congresso brasileiro votou, no mês passado, pelo início de um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Desde 2002, o Partido dos Trabalhadores, inicialmente sob seu fundador, Luiz Inácio Lula da Silva, e depois sob Dilma Rousseff, governou o Brasil através de uma série de coligações de colaboração de classes. Hoje acusa-se Dilma Rousseff de alterar a contabilidade para disfarçar rombos no orçamento federal. Os antigos sócios de coligação do PT –eles próprios investigados ou enfrentando processos por corrupção em muitos casos– são parte daqueles que lideram o ataque contra Rousseff. Um deles é o vice-presidente Michel Temer, do burguês PMDB, que assumirá a presidência se Dilma Rousseff for suspensa ou destituída do cargo.
O bloco que governa o Brasil é um exemplo de “frente popular”, uma coligação de colaboração de classes onde um ou vários partidos operários aliam-se com forças burguesas para governar em nome dos capitalistas. Nós, por princípio, somos contra essas formações burguesas. Os partidos operários reformistas, como o PT, têm uma contradição de classe entre a base proletária e o programa pró-capitalista de sua direção. Quando esses partidos, não obstante, entram em uma aliança frente populistas, a contradição de classe é suprimida em favor da burguesia, garantindo que não serão ultrapassados os limites daquilo que a classe dominante considera aceitável enquanto esses partidos estiverem no poder. Mais uma vez, isso foi confirmado pela experiência de governo do PT.
Durante mais de cinco anos, o governo de Rousseff impôs à classe trabalhadora toda uma ladainha de ataques, desde a implementação de medidas de austeridade e cortes no gasto social até ataques contra operários em greve e camponeses que resistem contra o despojo de suas terras. Esses ataques se seguiram a quase uma década de duros rigores impostos pelo FMI durante o governo do antigo líder operário Lula, que, como presidente, mostrou ser um servidor confiável tanto dos imperialistas como da burguesia brasileira. O PT de Lula usou a sua autoridade sobre o movimento operário para implementar medidas neoliberais que nem os seus predecessores de direita tinham conseguido implementar. Ao mesmo tempo, a primeira época do governo PT coincidiu com um auge global nos preços das matérias-primas, sendo que o Brasil é um dos principais exportadores. O PT conseguiu dividir algumas migalhas como pagamentos em dinheiro para os pobres (Bolsa Família) e aumentos no salário mínimo.
Mas esse auge acabou. Durante os dois últimos anos, o Brasil sofreu a pior queda econômica em décadas. Além da campanha pró-impeachment, tanto os aliados de Rousseff como os inimigos dela estão sendo investigados na Operação Lava Jato, que envolve propinas e esquemas de lavagem de dinheiro ligados à empresa estatal petroleira, Petrobrás. Grande parte da população considera que os políticos do país são um bando de ladrões. Com o pano de fundo da instabilidade política e a depauperação crescente, o PT perdeu grande parte da credibilidade que tinha entre as suas bases operárias. Essa revolta foi visível nos protestos de 2013, que foram detonados pelo aumento nas tarifas do transporte e se estenderam, mais tarde, contra o extravagante gasto do governo nos estádios para a Copa, e contra o péssimo estado dos serviços de saúde e ensino e a violência policial. Os partidos opositores de direita aproveitaram esse descontentamento para lançar uma grande campanha contra o PT.
Com as eleições marcadas para o ano seguinte, Rousseff tentou mobilizar seu apoio na base do PT, prometendo melhorar as condições de vida dos operários e dos pobres. Depois de ser reeleita em 2014, com uma margem estreita, abjurou imediatamente das suas promessas, e impôs a austeridade enquanto o país afundava cada vez mais na recessão. Isso serviu para desmobilizar e desmoralizar os trabalhadores e os oprimidos, encorajando ainda mais a direita, incluindo os aliados de bloco do próprio PT. Hoje, os protestos contra o governo, que mobilizam milhões de pessoas, são dirigidos pelas fações políticas reacionárias apoiadas pela oligarquia das mídias e os grupos empresariais pró-americanos.
Rousseff e aqueles que são leais ao PT denunciam os procedimentos do impeachment como um “ato violento” contra a “democracia”, e apresentam esse processo erroneamente como um golpe de estado. Essas afirmações são uma potente estratégia para amedrontar, invocando o medo, em uma sociedade onde ainda está viva a lembrança das feridas causadas pelo sanguinário regime militar iniciado com o golpe de 1964. Muitos trabalhadores, temendo que as forças da direita cheguem ao poder, estão se mobilizando em manifestações contra a revogação do mandato de Rousseff. O PT está usando esses protestos, cheios de bandeiras vermelhas e grande participação de agrupações esquerdistas e sindicais –principalmente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), associada ao PT– com a intenção de canalizar novamente a revolta dos operários para apoiar a frente popular. Enquanto isso, os líderes do PT tentam barrar o impeachment, oferecendo cargos no gabinete aos pequenos partidos burgueses em troca de votos pelo “não” no congresso.
Neste momento, o Brasil não está enfrentando um golpe militar para derrubar o governo, mas uma série de manobras sórdidas no interior do congresso para revogar a presidenta. Ser contra o impeachment de Rousseff significa dar um voto de confiança a frente popular dirigida pelo PT, isto é, apoiá-la politicamente. Favorecer o impeachment significaria apoiar as forças da direita mobilizadas contra Rousseff. Nós, marxistas, somos pela independência política do proletariado e afirmamos que a classe operária não tem lado nesse conflito.
O que a burguesia conseguirá com seus ataques contra os operários irá depender da resistência da luta operária. O proletariado brasileiro é a única força que tem o poder social necessário para dirigir a luta em nome de todos os oprimidos, desde os pobres urbanos das favelas até as mulheres e os camponeses sem terra. Essa perspectiva exige a criação de um partido operário revolucionário que lute por arrancar a base proletária do PT e dos sindicatos das direções atuais como parte da luta pela revolução socialista e o poder operário.
O Grupo Internacionalista: apêndice de esquerda da frente popular
Uma das versões mais combativas do colaboracionismo de classes no Brasil é a proposta pela Liga Quarta-Internacionalista do Brasil (LQB), filiada ao Grupo Internacionalista (GI) dos Estados Unidos. Como a maior parte da esquerda brasileira, eles mantêm a linha do “Não ao impeachment”, que equivale a apoiar politicamente a frente popular de Rousseff (www.internationalist.org, abril de 2016). Mesmo sem usar essa frase, o GI/LQB apresenta outra versão do mesmo bombo publicitário da maior parte da esquerda: a do “golpe judicial”, advertindo que “um estado bonapartista forte, dominado pelos tribunais e pela polícia” i.e., uma ditadura policial-militar– chegaria ao poder se Rousseff fosse afastada do mandato. Para camuflar a sua defesa de um governo burguês, o GI/LQB chama à ocupação de fábricas e à greve geral, reivindicando estar politicamente oposto ao governo.
Na verdade, a posição do GI/LQB não é mais do que uma posição apenas encoberta do oportunismo do “combate contra a direita”. Se eles gritam e esperneiam contra o “bonapartismo”, admitem, ao mesmo tempo, que um golpe de estado no Brasil é improvável, “com o impeachment, a direita teria obtido sua meta prioritária”. Denunciando ritualmente a frente popular e chamando a não votar por ela, o GI/LQB não oferece mais do que justificativas aparentemente marxistas para apoiar a linha da maior parte da esquerda reformista: salvar o governo de Rousseff.
O GI/LQB admite que o PT cometeu ataques contra a classe operária “quais nem mesmo a ditadura militar ousou a fazer”. Ao mesmo tempo, argumenta que um regime dos partidos parlamentares à direita do PT seria qualitativamente mais perigoso que do que a frente popular. Dentro do limite de suas forças, o GI/LQB está ajudando a incentivar a mesma aliança de colaboração de classes que pavimentou o caminho para a reação da direita.
O GI/LQB apregoa que “se ganha a direita bonapartista vão proceder com todo o peso do aparato judiciário-policial.” Como se o governo frente-populista do PT não tivesse mobilizado, uma ou outra vez o “aparato judiciário-policial” contra os operários e os pobres! Falem isso para as massas empobrecidas e predominantemente negras das favelas, que enfrentam todo dia o terror policial. Esse ano ainda, o governo de Rousseff aprovou uma draconiana lei antiterrorista que fortalece o poder repressivo do estado contra os protestos sociais.
O estado burguês –cujo núcleo é formado pelo exército, a polícia, o sistema penitenciário e os tribunais– existe para defender os interesses dos governantes burgueses contra os trabalhadores e os oprimidos. Em 1996, a LQB não teve problemas para convidar o estado capitalista a dirimir disputas sindicais através de uma série de processos judiciais (ver: “El encubrimiento del IG en Brasil: Manos sucias, mentiras cínicas”, em Espartaco n. 10, outono-inverno de 1997).
A história inteira do leninismo e do trotskismo é a história da luta contra a colaboração de classes e pela independência política da classe operária. Foi assim que o Partido Bolchevique conseguiu conduzir os operários da Rússia ao poder em Outubro de 1917. Depois da Revolução de Fevereiro, que derrubou a monarquia czarista, os mencheviques e social-revolucionários entraram num governo de coligação com forças burguesas. Os bolcheviques de V.I. Lenin denunciaram o fato como uma traição ao proletariado e se negaram a dar qualquer apoio ao governo de Alexander Kerensky.
Para dar um brilho de aparência ortodoxa à sua posição contra o impeachment, o GI/LQB invoca, num breve artigo (até agora publicado somente em português), um aspecto da Revolução Russa: a tentativa de golpe de estado que o general Kornilov empreendeu em agosto para derrubar o governo burguês de Kerensky, acabar com os sovietes e esmagar a revolução. Os bolcheviques responderam chamando a formar uma frente unida de todas as organizações operárias para esmagar a ofensiva contrarrevolucionária, lutando militarmente ao lado das tropas de Kerensky, mas sem deixar de fazer oposição ao governo.
O artigo do GI/LQB sobre o golpe de Kornilov reconhece a posição bolchevique, mas, no intuito de justificar a sua própria capitulação ao governo no Brasil, apaga magicamente a clara diferença que existe entre a defesa militar e o apoio político! Seu artigo faz uma relação de várias diferenças entre o Brasil de hoje e a Rússia de agosto de 1917: a Rússia estava em guerra, tinha uma situação revolucionária, tinha sovietes e um partido revolucionário de massas. Mas, desonestamente, omite uma diferença significativa: os operários russos enfrentavam um verdadeiro golpe militar; já os operários brasileiros enfrentam somente as vazias alusões retóricas a um golpe, que têm a intenção de garantir o seu apoio a um governo burguês.
Um ano depois do VII Congresso de 1935, em que a Internacional Comunista estalinizada adotou a política de Frente Popular, o líder bolchevique Leon Trotsky afirmou:
“Desde fevereiro até outubro, os mencheviques e os social-revolucionários, que representam um paralelo excelente dos ‘Comunistas’ e Social-Democratas, mantiveram uma aliança muito estreita e uma coligação permanente com o partido burguês dos cadetes, que juntos formaram uma serie de governos de coligação. Sob o signo dessa Frente Popular agrupava-se o conjunto da massa popular, incluindo os sovietes de operários, camponeses e soldados. É verdade que os bolcheviques participaram nos sovietes. Mas não fizeram nenhuma concessão à Frente Popular. O objetivo deles era romper a Frente Popular, destruir a aliança com os cadetes e instaurar um autêntico governo operário e camponês”.
—Leon Trotsky, “A secção holandesa e a Internacional” julho de 1936
Para os marxistas, a diferença entre defesa militar e apoio político é de vital importância. Durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39), a frente popular colaborou com a repressão da revolução operária, pavimentando o caminho para a vitória das forças do general Francisco Franco. Naquela época, os trotskistas deram seu apoio militar à parte republicana, contra o Franco e os fascistas espanhóis. Em 1937, Max Shachtman, um dos dirigentes do Socialist Workers Party dos Estados Unidos, defendeu os créditos de guerra para o governo da frente popular sob o primeiro ministro socialista Juan Negrín. Shachtman perguntou: “Como poderíamos nos opor à concessão de um milhão de pesetas para comprar fuzis para a frente?” Numa carta de 1937, Trotsky insistiu em que a única política correta seria um “voto negativo” sobre o orçamento militar. Segundo explicou:
“Um voto no parlamento pelo orçamento financeiro não é uma simples ‘ajuda material’, mas um ato de solidariedade política...
“Tudo aquilo que o governo de Negrín faz, é feito sob a bandeira de necessidades da guerra. Se aceitarmos a responsabilidade política pela sua administração das necessidades da guerra, votaríamos politicamente por cada proposta séria do governo... Nessas condições, como poderíamos preparar-nos para derrubar o governo de Negrín?"
—“Carta a James P. Cannon” (21 de setembro de 1937)
Ao se opor ao impeachment, o GI soterra a linha de classes, aceitando os moldes dos reformistas –“o progressista vs. o reacionário”–, que já foram usados repetidamente para alegar que a oposição dos marxistas aos governos burgueses de esquerda favorece a direita. Essa acusação foi levantada num caso clássico de oposição à frente popular. Em 1964, o então líder trotskista Edmund Samarakkody e um dos seus camaradas votaram no parlamento pela emenda proposta por um político de direita que levou à queda de um governo de frente popular em Ceilão (hoje Sri Lanka). Essa ação principista e corajosa foi discutida na I Conferência Internacional da tendência espartaquista internacional em 1979. Nessa época o Samarakkody já tinha repudiado, incorretamente, seu voto de 1964. Nossos camaradas defenderam o seu voto em 1964; uma melhor opção teria sido que Samarakkody denunciasse o procedimento parlamentário e abandonasse o parlamento. Em 1979, contra a retratação de Samarakkody, o atual líder do GI, Jan Norden, que naquele momento era um quadro da nossa tendência, afirmou corretamente o seguinte:
“Outra objeção comum à nossa política de oposição proletária à frente popular é a acusação de que ela ajuda a direita. Mas, até estar preparado para derrubar o governo existente, toda oposição a uma frente popular no governo poderá ser acusada de ajudar a direita”.
—Spartacist (edição em inglês), n. 27-28, inverno de 1979-1980
Mas essa era outra época. Desde que levou um pequeno grupo de seguidores a sair da nossa organização, duas décadas atrás, Norden direcionou-se cada vez mais para a direita, escondendo o seu rasto com uma retórica pseudocombativa.
A classe operária não tem interesses em comum com os opressores e exploradores capitalistas. Durante a fase recente de governos burgueses de esquerda na América Latina –sejam eles frente populistas, como o do Brasil, ou populistas, como o da Venezuela e outros lugares–, somente a LCI levou ao proletariado este raciocínio de uma maneira consistente. Os mais de treze anos de governo do PT são um exemplo gráfico da lição que Marx tirou da experiência da Comuna de Paris de 1871: O proletariado não pode tomar as rédeas do estado capitalista para seus próprios interesses; deve esmagá-lo com uma revolução socialista que estabelecerá um estado operário em seu lugar.
Desencadear o potencial revolucionário do proletariado brasileiro exige forjar um partido revolucionário internacionalista, baseado na perspectiva da revolução socialista por todas as Américas e internacionalmente, especialmente no coração do imperialismo: os Estados Unidos. Somente a revolução socialista internacional, criando as bases para uma planificação socialista internacional, poderá garantir um desenvolvimento econômico qualitativo para os países que hoje estão sob a bota do imperialismo. A LCI luta para reforjar a Quarta Internacional de Trotsky como o instrumento necessário para levar a consciência comunista ao proletariado e para conduzi-lo ao poder à frente de todos os oprimidos.
http://www.icl-fi.org/portugues/oldsite/impeachment.html
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2014.02.04 17:06 happysformeandu 140 days report (Portuguese)

Olá pessoal, sei que todos estão bem e só por estarmos juntos nessa, significa que somos fortes, determinados e inteligentes, talvez acima de média. Não vou chegar ao extremo de dizer que somos vítimas de algum sistema ou de alguma falta (penalidade), mas o fato é que, se caímos na pornografia, então estávamos à deriva. Mas não vamos nos aprofundar... Fato é que estou aqui não apenas para dar meu depoimento, mas também para ajudar um ou outro, assim como me ajudaram tanto. Desde já, perdão pelo meu depoimento não ser em inglês: tenho domínio para ler, mas não para escrever. Como muitos outros, comecei a ver pornografia muito cedo, que eu me lembre, desde quando ganhei um computador do meu tio, em 2006. Eram fotos de modelos da Rússia, todas abaixo dos 25 anos de idade, depois, passei a ver vídeos destas mesmas modelos (Sempre perdendo muitas horas e pesquisando muito no Google). Meses depois, meu HD estava repleto de fotos e vídeos. Foi aí então que em 2007 eu comecei a sair com alguém, e notei uma discrepância enorme entre minha performance dentro do meu quarto, trancado e com todas aquelas imagens, variedade e corpos e a minha performance dentro do meu quarto trancado com aquele corpo real, de carne e osso (cheiroso, quente e bonito) que via na frente. Na frente do computador minha ereção era impressionante e minha calma também, já quando eu tinha que “dar conta do recado” e o que eu vislumbrava não eram apenas imagens, a ansiedade era enorme e apesar da beleza do corpo que se entregava para mim, minha insensibilidade àquilo também parecia ser enorme. Lembro-me de ficar me perguntado o que estava errado, quando voltava de carro da casa da minha namorada. O tipo de problema que ninguém diz que tem por que não percebe que tem... Impotência sexual aos 19 anos é muito complicado! Foi então que, numa faísca, minha mente percebeu que todo aquele material pornográfico atrapalhava minha vida e me deixava muito esquivo, isolado. Eu era apegado, extremamente apegado a um HD com fotos e vídeos de modelos da Rússia. Se alguém aí leu isso, por favor, não me fale o quanto isso é deprimente. Apaguei o material todo e depois me arrependi amargamente. Foi aí que comecei a surfar na internet atrás de algo que me desse a mesma emoção, e infelizmente, achei algo que me dava mais emoção ainda: Pornô Hardcore. Quanto mais eu encarava aquela abismo, mais aquele abismo me puxava para dentro. Chegou uma hora que eu me vi sem namorada, sem vontade de trabalhar, fumando, bebendo e viciado em pornografia. Várias vezes eu me relacionei com garotas bonitas (que me arrependo muito de ter deixado para trás), mas além do meu desempenho ser péssimo e ter de finalizar tudo sozinho, eu não conseguia criar laços. Quantas pessoas eu lembro de terem chorado por mim, e eu nem ligava... Em 2010 eu já era uma das piores pessoas que eu sabia da existência. Eu não sabia quanto a falta carinho, afeto, contato físico, cumplicidade e amizade faziam falta até eu me ver isolado do mundo, indo trabalhar apenas pelo salário e gastando todo esse salário para comprar coisas inúteis e supérfluas, bebendo e frequentemente dando trabalho aos que vivem à minha volta (pois eu bebia até não poder mais e cair de tão alcoolizado), comprando maços de cigarro, desprezando gente que não merecia e completamente sedado para a vida. Perguntarão-me: mas tudo isso aconteceu por causa da pornografia? E eu respondo: Não, a pedra no sapato não era a pornografia, mas o que a pornografia causava: Disfunção sexual. É duro e particularmente assustador ter 22 anos (naquele ponto) e não ter condições de fazer sexo. E o que mais me intrigava: Por que, mesmo não querendo, eu continuo vendo essa maldita pornografia, e por qual razão eu fico tão excitado com esse lixo? Foi aí que , aos 24, conheci uma mulher de 51 anos, que apesar de todas as dificuldades em administrar a opinião alheia sobre um relacionamento onde um dos envolvidos é 27 anos mais velho, me dava todo o afeto que eu precisava (pois em 2012 fui morar sozinho) e não me cobrava muito pela minha performance.O lado ruim da história: Ela não me cobrava por performances, mas eu sim...Muitas vezes fiz sexo com ela 4 vezes seguidas, uma atrás da outra, mas se me lembro bem, as duas primeiras eram pela sensação e as duas últimas era pelas fantasias, todas decorrentes das imagens pornográficas que já vi. Já cheguei a fazer sexo apenas com as fantasias na cabeça, sem nem ao menos me lembrar com quem eu estava. Assumo que fazer sexo para testar a própria performance e para superar os limites é algo bem infantil e típico de um cara muito inseguro. Calmamente então tive a chance de colocar a cabeça no lugar e parar com todos aqueles comportamentos destrutivos, menos um... Adivinhem! Sim, eu ainda via pornografia. Ainda fazia sexo fantasiando aquelas imagens. Foi quando li numa notícia em um site qualquer que um estudo italiano relacionava o consumo de pornografia com impotência sexual por ansiedade. Um clique aqui, outro clique ali e cheguei ao YBOP. Agora percebo que não se trata de superar os limites, mas de respeitá-los. Meu “reboot” vai demorar mais tempo pois eu ainda faço sexo com frequência e uma vez ou outra eu acabo fantasiando. Isso é péssimo e, por alguma fraqueza, fazer sexo apenas uma vez me dá a impressão de que preciso mais ou de que minha parceira precisa mais, então acabo tendo que fantasiar um pouco. Mas quanto mais longe da pornografia eu fico, menos necessidade de fantasiar eu tenho e mais eu me respeito. Fiz sexo e não quero fazer outra vez? Não faço, pois é melhor não fazer, do que fazer fantasiando. Me masturbo cada vez menos também. Seria bom se eu entrasse por três meses em “hard mode”, e evitasse tudo isso. Não sei se milagres existem e nem sei se isso chegou perto de ser, mas vocês deram a maior ajuda que eu precisava na vida. Estou livre de pornografia a exatamente 141 dias (cometi duas faltas neste período: nos dias 122 e 123 acabei acessando pornografia novamente, e pude perceber o quanto não só as imagens e a grande capacidade de estímulo que ela tem podem ser prejudiciais quando se deita na cama com alguém, mas também como a própria ansiedade que o contexto por ter cometido um relapso dispara) e estou cada vez melhor. Não foram dias fáceis, posso dizer que foi o período mais sombrio nos meus quase 26 anos de idade, seja pela ansiedade, seja pelo sentimento de baixeza, seja pela expectativa exagerada que tudo isso gerou, mas cheguei ao fundo do poço pelos meus próprios padrões, e minha definição de fundo do poço é a seguinte: Beber, fumar, morar sozinho e ver pornografia...só me faltava um vídeo-game para me trancar em casa e nunca mais sair. Toda essa falta de autocontrole ainda fica evidenciada no apego que tenho à minha contagem de dias, pois quero chegar num ponto onde eu esteja realmente controle, que não precise mais riscar os dias no calendário, nem me policiar tanto para não ver pornografia. É triste saber que, talvez sem esse calendário, minha motivação caia e eu corra o risco de entrar na montanha russa novamente. Mas eu chego lá. Morar sozinho não é fácil, pelo menos para mim, e como a pornografia é um vício como qualquer outro (tão tóxico e destrutivo quanto pó, maconha atc... só que todos acham normal), tenho orgulho por estar “limpo” e não ter precisado recorrer a nenhum profissional. Recorri a vocês! Quase perdi meu emprego e muitas vezes perdi minha sanidade, tudo por causa de uma seção de pornografia pesada por dia, de duas a três horas em frente ao computador desperdiçando minha vida, meu tempo e o mundo ao meu redor, por seis anos. Nos dia 124, tive que apelar e instalei o K9 no meu computador...A senha é o número de série do celular de um desconhecido e não tenho mais acesso ao email que forneci para redefini-la, mas eu sei o quanto isso denota minha falta de controle. Poderia ver pornografia a qualquer momento, em qualquer outro computador, mas sei que é um passo para trás, um grande passo para o retrocesso. Evitar a pornografia é um dos meus maiores desejos e tem se tornado minha maior graça. A libido de uma pessoa e suas pulsões sexuais são a maior parte dela (não há como negar), e quando algo manipula, deturpa, anestesia e destrói a libido de uma pessoa, então ela pode se considerar destruída. Muitos só assistem pornografia por pensarem que toda aquela fúria sexual é o néctar da vida e a essência da libido, mas quando se veem dependentes disso, não percebem que já virou um vício. Alguns não vão perceber nunca, outros perceberão e passarão por tudo isso que nós estamos passando. Colocar as coisas nos eixos é uma batalha e demora até percebermos o tamanho do dano. Muitos dirão que a pornografia não atrapalha suas vidas em nada, mas talvez nunca tentaram abandonar isso para ver o quão deletério é esse vício. Um abraço aqui do Brasil a todos, obrigado pela ajuda e espero muito poder ter ajudado.
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